Carta ao amor que foi embora, mas ficou.



Contraditório? Talvez.
Como chamar de amigo quem um dia já foi o seu amor?
Como beijar a testa se já beijou os lábios?
Como dizer não se já disse sim?
Como recuar se já se entregou?
Como voltar à superfície se já mergulhou de cabeça?
Vivemos com a saudade no peito. Aquela saudade que abraça o coração e faz morada por ali.
Vivemos em busca de um amor de verão, mas esquecemos que um amor é para todas as estações.
Vivemos na constante montanha-russa da vida, tentando mostrar quem está melhor quando na verdade, nenhum dos dois está.
Nós somos assim, um turbilhão de incertezas. Mas o amor.... ah, o amor não tem de ser assim.
O amanhã talvez não chegue. Por que então não demonstrar?
Demonstre o que sente. Diga o que quer. Viva o que sonha.
Não tenha medo de transparecer o que está em seu coração.
Não tenha medo de correr atrás de quem quer.
Se for recíproco, sorte a nossa! Se não for, nunca saímos perdendo por demonstrar amor. Quem sai perdendo, é quem não sabe receber.
Vivemos na eterna luta diária de recomeçarmos. E para cada fim, há um recomeço. 

Dorme em paz moça. Se for pra ser seu, há de voltar. Se não for... recomeço.



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