Carta ao meu eu.


Carta ao meu eu.
Moça, olhe para você. Não olhe àquela pessoa que cobram a todo custo que você seja. Olhe para você.
Olhe mais. Tenho certeza que você consegue.
Olhei afundo de mim mesma e vi dor. Se tenho dor, como ter amor?
Se tenho dor é porque já tive amor.
Olhei afundo de mim mesma e vi amor. Se tenho amor, o que há de me faltar?
Você é mais do que pensa que é, moça. Você é dor. Você é amor. Você é paz. Você é luz.
Hoje, não olhe para o espelho. Olhe para você sem precisar de reflexos. Seja o próprio reflexo de tua essência.
Tudo que te compõe faz de você o ser humano mais único deste mundo. Ninguém é igual a você.
Sorria, moça! Teu sorriso tem a capacidade de iluminar uma cidade inteira numa noite escura. Você acha mesmo que não pode iluminar a cidade do coração de alguém?
Solta teu cabelo, moça! Deixe o vento o levar. Sinta a brisa da calmaria que ele te trará. Você acha mesmo que assim como o vento leva, ele também não pode trazer?
Tira tua roupa, moça! Não a roupa que tu vestes, mas a roupa que vestes tua alma. Você acha mesmo que a beleza de uma alma nua não é capaz de tirar todas as vestes da alma de outrem?
Aprenda a aceitar que somos feitos de amor mas também somos feitos de caos. Sem o caos, nada seríamos. Sem o amor, não viveríamos.
Quando aprenderes a ser você mesma, quando tu fores sua e de mais ninguém, você aceitará o amor. E pode ter certeza moça, você não aceitará menos do que seu próprio amor por você.

Hoje moça, aprenda a ser você. 



Créditos da foto: Flickr Mafer Photos.

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