O lado bom de ouvir o coração


Nunca fui de me apegar.
Sempre me afastei quando a questão era compromisso.
Relacionamento pra mim era um sonho distante. Algo que nunca indiquei a ninguém. Talvez pela má experiência que tive com o meu coração, quando doei para alguém que não dava tanta importância assim.

Com o tempo, aprendi a não sentir. Quando as coisas começavam a se encaminhar para algo sério, era a hora de eu me afastar. Fingir uma desculpa e me esconder do coração. Me esconder de mim mesmo.

Mas esses dias, eu repensei em todos os conceitos que algum dia eu havia criado. Olhei para uma garota, e por um segundo me imaginei amando. Imaginei como seria se ela fosse minha namorada, como seria finalmente me apegar a alguém. Como seria ter uma companhia. Alguém com que eu pudesse sonhar e fazer planos. Ou só desabafar de como ás vezes a vida nos surpreende.

Me pareceu mágico, e por um certo tempo estava decidido a encontrar a alguém e me apegar. Estava decidido a me envolver. De cabeça e coração.  Mas logo me culpei por pensar tudo isso. Esse não era eu. Gostava de pensar que meu coração não tinha um dono, era simplesmente um órgão no quão me mantinha vivo.

Muitas coisas mudaram por aqui.

Hoje.
Estou com 18 anos.

Abandonei a Federal, porque por um segundo eu ouvi meu coração.
Escolhi ficar do lado de quem me deu um sentido para a vida.
Me arrisquei inconscientemente.


A risada dela me conquistou. 
Estou namorando pouco mais de um mês com a mesma menina que um dia mudou os meus conceitos. A menina mais espontânea que já passou pela minha vida. A menina que me fez perder o medo de finalmente me ancorar em uma ilha e ali permanecer.

Quero ressaltar que eu adoro o fato dela se perder quando o assunto é andar de ônibus, porque isso me faz estar ali. Seja como o guia ou como uma ligação de orientação.

Obrigada meu bem.
Por todos os nossos momentos, e por você ser assim,
Tão você.

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