Eu e meu gosto frenético por viagens



Não sei dizer ao certo quando essa pequena chama virou uma brasa em meu coração. Só sei dizer que ela existe.
Talvez, desde pequeno eu tenha paixão pela coisa. Vejo minhas fotos de fralda na praia com um sorriso enorme no rosto.

Minha primeira viagem de avião foi um marco na vida. Tanto que, quase tomei rumos diferentes em relação a carreira, família e estudos. Tudo por conta do gosto de estar se mexendo de um lugar para outro.
Mantenho minhas raízes.

Quando me perguntavam “qual o emprego dos seus sonhos?”, minha resposta era: redator de revista de viagens. Viajar e escrever. Duas paixões que carrego comigo, assim como carrego sempre uma mochila.

Com o tempo, passei a desfrutar mais o trajeto do que o destino e a sensação de estar na estrada, ver a paisagem correr por entre as retinas e ouvir/fazer as velhas perguntas de criança: “a gente já tá chegando?”
Ou até mesmo, se deparar sentado, quase deitado em uma sala de espera de um aeroporto. Ouvidos atentos às chamadas dos portões. Voo atrasa.
Bate aquela frustração, mas quando você se depara, está conversando com alguém sobre o destino e aquele papo de elevador acontece.

Viajar enriquece.
Não enriquece contas bancárias. Enriquece almas. Enriquece repertório. Dá bagagem. Mas não só bagagem de mão. Bagagem cultural. Ensina que mesmo do outro lado do planeta, há pessoas com as mesmas necessidades: amor, comida, atenção e afeto.
No fundo, não somos tão diferentes assim.

Já viajei para o outro lado do continente. E te digo, o mundo é enorme. Ok. Você já sabe disso não é mesmo?
E se sabe, por que se estressar por coisa pequena?

Não gaste tempo com problemas.
Gaste com viagens.


Lucas Iensen

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