Cada um tem sua história. Esta é a nossa.


Conheci ele assim que entrei no colégio. Ele com 13, eu com 11 anos. 

Estudamos por 8 longos anos juntos e não posso negar o fato de que nunca fui tanto assim com a carinha dele. Eu era a nerd que competia comigo mesma todo mês para ter um 100 no boletim. Ele? Ele era o menino que sem esforço nenhum, sem ao menos estudar, competia de frente comigo nas aulas de Matemática. Quem faz isso?

Na época, éramos amigos. Amigos mesmo. Ele namorava, eu também. E nunca sequer, nunca mesmo, passou na cabeça de alguém que um dia estaríamos juntos.

O terceiro ano chegou e junto com ele veio a confusão de enfrentar o último ano do colégio, dois términos de namoro e duas pessoas sofrendo por amar demais.

Por volta de novembro de 2016 nos reencontramos, voltamos a conversar e lembrar do quão chato ele era por me fazer sofrer. Mas, eu o admirava por isso. Pela sua inteligência.

Em meio aos vestibulares da Federal – ele prestou vestibular para Engenharia, em Palotina – eu fui aquele ponto de paz, sempre fui aquela voz que dizia: “vai ficar tudo bem”.

Ele passou nas duas chamadas, estava pronto para mudar de cidade. Eu não poderia fazer nada. E logo que o ano se passou e entrou 2017, ele chegou aqui em casa com flores e um pedido de namoro. Disse que abandonaria a Federal porque preferia estar aqui e se sentir em casa, comigo.

Nossa história aconteceu durante longos anos. 

Mas só agora, de 2016 para cá, conheci realmente quem era a pessoa que batia de frente comigo em meio aos cálculos. 

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