É melhor viver o incerto, do que insistir no incompleto.



As vezes a gente precisa tomar decisões. Difíceis, sim. Daquelas que dão nó na garganta só de pensar. A gente sente um vazio e aí, é a hora de tomar uma decisão. Difícil muitas vezes, repito. Mas que precisam ser tomadas.
Não adianta fazer um café e fingir que está tudo bem. A mudança no caminho é inadiável. Vai doer, vai dilacerar e ainda vão te chamar de louco. E daí? Louco é quem se priva de viver. Chega uma hora que o incompleto nos sufoca. E dói aceitar que não dá mais. Que o sentimento de agora não é o mesmo de antes e que as borboletas foram sufocadas no estômago.
Não é fácil ser a pessoa que vai embora. A gente pensa, repensa e se esgota. Dedicamos nossos dias à espera de um milagre para um relacionamento que já acabou há muito tempo. Ficamos horas em frente ao espelho ensaiando o inevitável adeus. Será que é isso mesmo? A gente empurra com a barriga, tampa um buraco aqui, se engana acolá… E vamos tampando o sol com a peneira. Até a hora em que esse aglomerado de incertezas explode. Não quero mais, acabou. É hora de fazer as malas. E a gente chora, esperneia e tenta botar na cabeça que tudo vai ficar bem. Vai sim, claro que vai.
Dar adeus é doloroso demais, mesmo que a decisão tenha partido de você. Aperta o coração ver um sentimento antes tão grande, se esvaindo assim. Mas, acontece. Pessoas mudam o tempo todo e é impossível controlar. Precisamos mudar a rota e escrever uma nova página. Mudar, já que o que passou já deu o que tinha que dar. Acabou. The end. A gente tem que se jogar no que vem pela frente, sem ter ideia do que vai acontecer. Amanhã é outro dia e o sol vai voltar a brilhar. Ou, vamos aprender a dançar na chuva.
Acabou, é só fechar as malas e virar a esquina. Eu juro, é muito melhor viver o incerto, do que insistir no incompleto.

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