Talvez a vida seja isso mesmo


Talvez a vida seja isso mesmo. 
Essa indecisão no momento de escolher um curso na faculdade. O frio na barriga de conhecer um alguém novo. A apreensão em meio as semanas de provas. A insônia em meio a uma briga. O entusiasmo em meio a uma notícia boa.

O medo de se perder entre um ônibus e outro. A vontade louca de fazer um mochilão pela Europa, sem ao menos saber se locomover na cidade em que moramos.

Gosto dessa montanha-russa. Desses devaneios de sentimentos. 
Um dia estamos bem, espalhando conselhos até para quem não pede. Noutro, estamos como mendigos, implorando por uma palavra de amor.

Talvez a vida seja isso mesmo.
Toda essa confusão de sonhos. 
Aos 7 anos, professora. Aos 13, designer de moda. Aos 15, bailarina. Aos 16, jornalista (da sua própria vida). Aos 17, chorando por começar a cursar Biomedicina.

E entre um sonho e outro, lembramos que há uma vida esperando por nós.
Assim que tiramos a cabeça do travesseiro e deixamos nossos pés tocarem o chão.


Tay Iensen

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