Até nas perdas há propósito



Para todo acontecimento em nossa vida, seja ele bom ou ruim, existe um propósito oculto, e as vezes, nem tanto...
Cabe a nós querer decifrá-los, ou simplesmente aceitá-los, uma vez que muitos já se tornam evidentes por sí só.
Pode ser que soe incoerente, e até seja difícil de se compreender, mas a verdade é que, para ser considerado um vencedor, muitas vezes teremos que ser vistos como um perdedor.
E é justamente esse, o momento em que vamos precisar de nossas forças, ou até mesmo, descobri-la.
É possível identificarmos dois tipos de perdas: as voluntárias e as involuntárias.
Onde em uma, nós assumimos os riscos e noutra, muitas vezes somos submetidos a eles, respectivamente.

Perdas voluntárias:

Digamos que são aquelas que na maioria das vezes, nos faz sofrer menos – ou pelo menos deveria – uma vez que nós nos submetemos à ela facultativamente, e assumimos de modo consciente, todos os riscos.
É como ser submetido a uma internação, por questões de saúde, e pedir para receber alta, antes do tempo assegurado para sua recuperação total, sendo assim obrigado a assinar um termo de responsabilidade, evidenciando que você está ciente dos riscos que corre, mas que mesmo assim, quer arriscar.

Algumas dessas perdas voluntárias são por exemplo: 
Abandonar algo socialmente muito valorizado, para viver um sonho maior. Como: Emprego, curso, faculdade, relacionamento etc.
Certamente você será taxado de louco, imaturo, inconsequente. 
Ouvirá que você vai se arrepender da decisão que tomou, e por aí vai... Principalmente se você era muito bem sucedido, no que decidiu deixar pra trás.

Mas lá no fundo, só você sabe e entende quanto sentido sua decisão tem, por mais louca e inconsequente que ela pareça ser, e sabe também que não precisa fazer sentido pra mais ninguém, a não ser pra você. Ninguém sabe, mas sua felicidade e definição de "bem sucedido" está naquela decisão tão difícil de ser tomada, porém, muito bem pensada.
Afinal... Para sermos considerados um vencedor, muitas vezes teremos que ser vistos como um perdedor.


Perdas involuntárias: 

As perdas involuntárias tendem ter mais sofrimento, uma vez que não foi algo programado por nós, nem ao menos pudemos nos preparar psicologicamente, todavia são também sempre carregadas de ensinamentos, cabe a nós estarmos sensíveis e abertos a torná-los perceptíveis.

Geralmente são as perdas inesperadas que mais nos fazem crescer, amadurecer nossos pensamentos, nossos ideais.
Um dos maiores ensinamentos que elas podem nos proporcionar, é esse, e quando estamos aberto ao novo e dispostos a prosseguir, ela pode ser aquele empurrãozinho para uma nova etapa de nossa vida. Não que tenhamos que perder algo ou alguém que amamos, para nossa vida ganhar novo sentido, novos rumos etc. 
Mas que estejamos preparados para extrair o ensinamento dessa perda, sempre que esbarrarmos com ela.
Ela é capaz de nos fazer descobrir todo nosso poder de resiliência!

Se estivermos prontos para receber o amadurecimento e crescimento que as perdas involuntárias nos geram, consequentemente estaremos preparados para decisões que necessitam de uma certa maturidade, como as perdas voluntárias, para que não venhamos nos arrepender.
Seja qual for a perda, ela sempre terá uma grande lição e sentido por trás.

Que estejamos abertos as perdas e a tudo que ela tem para nos ensinar!


__Enviado pela grande amiga e colaboradora Vanessa Amaral _

Edit Brígida Gabriela _

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