Que ironia. Logo eu.


É irônico, não é? Logo eu, caidinha por você. Tão diferente de mim. Tu é água, eu sou vinho. Intensa de um jeito que, bem, tu sabe.
Insistir em nós é como querer acariciar uma rosa cheia de espinhos. Sangra, machuca, despedaça.
Mas, tu me conhece, eu adoro o perigo. Diferente de você. E é aí que mora a minha desconfiança.
Eu jamais fugiria do barco, enquanto você, eu nem sei se conseguiria embarcar. Por mais aventureira que eu seja, não aceito naufragar sozinha. Não por algo que não vale a pena. 
Se tu quiser se jogar, eu seguro na tua mão. Mas se for pra não remar, nem chega perto. 
Sabe, tem coisas que a gente não tem porquê lutar. Inúmeras vezes eu já me peguei estática, te observando. E vendo que, por mais que cada parte de você seja o oposto de mim, eu ainda digo sim para a proposta de ter você. É como se tu fosse polo negativo e eu positivo. Um imã que puxa pra perto. 
Mas ao mesmo tempo, tua sensatez me afasta. Eu entendo que enquanto tu é garoa, eu sou tempestade.

Eu sei que talvez não déssemos certo pra sempre. Mas, eu queria que déssemos, nem que fosse por um instante.

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