Crise dos quase vinte.


Hoje, diferente da maioria das vezes, aqui vai um texto autobiográfico. Sobre as crises que, as vezes, a gente não consegue evitar. 
Hoje eu atingi a maioridade. Euzinha, que ontem brincava na balança, tinha casinha da Barbie, brincava com a minha irmã ainda bebê, fazia cercado com palitinhos de dente na varanda da vó... eu mesma, hoje completei dezoito anos. E caramba, que aperto no peito que eu sinto ao pensar nisso. Principalmente nessa fase, dos ~quase vinte anos. A gente nem vê o tempo passar, né? É muito clichê, eu sei. Mas essas datas me trazem isso. Esse clique de que o tempo está passando. Antes que tu pense o contrário, eu sou feliz sim. Gratidão é a palavra. Eu sou grata por cada coisinha que faz parte da minha vida hoje e a amo exatamente como é. 
Mas é difícil crescer. Eu sei que, se tu não é mais criança, me entende. Ontem mesmo a gente brincava, assistia desenhos, tirava uma soneca de tarde... e parece que ao acordar dessa soneca, o tempo passou. E como passou. O tempo, antes tão abundante, hoje se tornou raro. 
Eu sabia que essa fase ia chegar, nunca fui boba. Desde criança soube que realização não cai do céu e que concretizar sonhos requer esforço. Mas é dolorido pensar que agora, eu sou uma adulta. 
É um pouco assustador essa tal de independência. De repente, a gente não tem mais como simplesmente parar de brincar. É vida real. É o relógio correndo, quase voando. Quando a gente é criança, sente no corpo a dor de crescer. Fisicamente, eu digo. Mas tudo bem.
Dolorido mesmo é o aperto no peito que sentimos ao perceber que crescemos. Principalmente, por dentro.

Share:

0 comentários