Uma conversa sobre a cura gay.

Precisamos ter uma conversa.
Já passou da hora de falarmos sobre intolerância. O ódio gratuito tem ganhado espaço a cada dia, principalmente na Internet.
As pessoas precisam parar de pensar que falta de respeito é opinião.
Não é normal achar que tem algo positivo em implantar medidas para a “cura gay”. Não é normal que alguém diga, principalmente escondido atrás de uma tela de computador, que gay é aberração. Não é normal e muito menos aceitável que fiquem por aí disseminando ódio por pessoas que não fizeram nada além de assumir a própria identidade.
Orientação sexual não é doença, doente é a sociedade opressora em que vivemos. Sociedade que oprime não só os homossexuais, mas todos os outros grupos minoritários. E pior que ser opressora, muitas vezes é uma sociedade assassina.
Sociedade que culpa a mulher pelo estupro. Que diz que “é viado por falta de surra”. Que “travesti merece morrer”. Que critíca a Globo por mostrar um trans grávido, mas apoia apresentador que objetifica uma menina de quinze anos na TV. Porque claro, assédio é mimimi.
Uma sociedade podre que a cada dia mais se agarra à própria intolerância. Sociedade que mata. Sim, mata. Não é porque um tal não pegou na arma, que esse tal não sujou as mãos de sangue. Quando uma mulher é assediada na rua e é julgada pela roupa que usa, você aí, que se cala, está sujando as mãos de sangue. Quando julga o Ivan, na novela da Globo, você também mata. Porque não é um personagem que está sendo julgado e sim uma  realidade. Existem trans no mundo. Existem trans grávidos também. E eles são pessoas. Pessoas que assim como as mulheres, os homossexuais, os negros… como todo o ser vivo, merecem respeito. Mais que isso, merecem que o seu direito de viver não seja violado.
Não se justifica todas essas atrocidades dizendo que é uma simples opinião.
Opinião é quando você diz que prefere arroz ao invés de macarrão. Ser a favor da cura gay, da mulher “se dar o respeito” nunca foi e nunca vai ser opinião. Isso tem outro nome, se chama opressão.

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