Liberdade. Sem aspas e com muito espaço.


Quero começar dizendo que eu não sei ao certo o que dizer. Eu, com toda a minha confusão interna, aceitei a sentença de querer você. Mas sem querer. Sei que é difícil de entender, nem eu mesma entendia até, literalmente, minha amiga colocar algumas opções na minha frente. Dentre as cinco, eu escolhi: porque eu quero ficar sozinha.
Sinceramente, eu tenho preguiça de relacionamentos. Tenho horror a cobrança, a mandar mensagem quase que por obrigação.
Tenho pavor de dar satisfação. Muito contrariada, as vezes digo para algum familiar onde estou indo. Mas para por aí. Jamais aceitaria alguém marcando meus passos. E acho que, na verdade, todo esse sentimento vem da imposição do rótulo “namorado”, “ficante”, “mais que amigos”. Seja o que for, eu não quero.
Eu quero você. E quero total liberdade. E quando digo total, quero essa parte muito clara. Não é parcial ou quase total. É total liberdade. Sem aspas e com muito, muito espaço.
E, infelizmente, não conheço ninguém que tenha maturidade para conciliar essas duas coisas.

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