Só pro meu prazer.


Eu te imagino, eu te conserto, eu faço a cena que eu quiser.
Essa música tocou no rádio do carro ontem e eu lembrei de você. De todas as vezes que eu te imaginei do jeitinho exato que eu queria que tu fosse. E que tu, por vez, não foi. Lembrei das tantas e tantas vezes que eu fingi não enxergar as diferenças entre você e o personagem que eu criei. E que recriei tantas vezes, na esperança de acertar.
Porém, as regras são claras. Não fomos feitos para dar certo. Você, por mais que eu tente fechar os olhos, é o oposto de mim. Acreditamos em coisas diferentes. Queremos um futuro distinto demais, que nem sequer da margem de um dia se cruzar. Enquanto eu foco no presente, você foca no futuro. Eu quero o aqui e o agora, sem pensar no amanhã. Sem pensar em compromisso. Já tu, rema no sentido contrário de tudo isso. Rema no curso que leva a um lugar sensato. E eu, fujo da sensatez em direção à aventura.
Eu escolho a aventura, mesmo que seja dentro de uma história escrita e com um personagem de guia.
É isso que eu sou, presente. Presente em todos os sentidos da palavra. E eu quero estar aqui, onde as coisas acontecem. No agora. Estar, presente.

Share:

0 comentários