Enfim, 18


Parece loucura, eu sei. 
Estou com 18 anos, imergindo em tantas responsabilidades, para as quais não me preparei. 

É engraçado porque, ainda não aprendi a entrar em uma consulta médica sem minha mãe, não aprendi a sair de casa sem perguntar para meu pai se a roupa ficou bem em mim, não aprendi a resolver as coisas da faculdade sem perguntar para meu irmão se é realmente assim mesmo que funciona. 

Com os 18 anos a gente acaba percebendo que resolver coisas em bancos não são tão legais quanto parecem, que a autoescola é muito mais teoria que prática, e que não poderemos mais usar a cliché desculpa de que somos menor de idade para as vendedoras que nos oferecem cartões nas lojas. 

Juro, que ainda estou me acostumando com a ideia de não precisar mais da assinatura dos meus pais ao lado do meu nome.

Com tudo isso acontecendo em minha volta, penso que nunca deixarei de ser totalmente dependente. Não porque sou mimada e acostumada com as coisas fáceis, não por isso. Mas acabo percebendo que sempre serei dependente de uma consulta com a minha mãe, em meio a madrugada. Que sempre serei dependente das mensagens do meu pai me perguntando que horas devo voltar para casa.  

Acredito que podemos ter 20, 28, 34 anos mas nunca seremos tão maiores de idade para recusarmos a dependência de um carinho vindo de quem te conhece desde o seu primeiro aniversário, ou até mesmo antes. 

Maior idade só significa mudarmos nosso olhar perante a vida. 
Significa termos um coração de 12, com atitudes de 18. 





Tay Iensen

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