Viajar.


Os riscos são como uma viagem que não se sabe o destino. 

Sabe quando se entra num ônibus, mas não se conhece o ponto onde precisa descer? Bate o nervosismo e bate a ansiedade. Procuramos informações, procuramos pistas e as vezes ligamos para alguém. Sabemos as coordenadas, mas não conhecemos o caminho. De nada adianta. 

E nisso tudo acabamos por esquecer de algo importante: observar o trajeto e nos acharmos sozinhos. 

Os riscos são como uma viagem de ônibus. Sabemos o ônibus que estamos adentrando. Mas, nem sempre sabemos para onde ele vai. Nem sempre sabemos por onde percorrerá.

Não sei onde chegaremos, mas sei que vamos chegar. Não sei quando chegaremos, mas sei que vamos chegar. E nessa viagem sem destino, decidimos assumir o maior risco de nossas vidas: conhecer a nós mesmos em um trajeto inusitado. 

Já diziam sábios por aí: não é sobre quem chega primeiro. É sobre quem consegue chegar.

Assumo o risco. E dessa vez, não quero tentar assumir o volante. Quero viajar.

- Amanda Trevisani

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