O peso da existência me consome.


Esse peso me grita “some!”. Você nem é homem, nem é digno da casa onde vive e muito menos da comida que come. 

Essa voz ao mesmo tempo que ecoa, também dá asas à surdez. De repente, nada mais escuto e foi-se embora minha sensatez.

Essa sensatez nem sei se realmente um dia existiu. Só sei que hoje, de fato, encontra-se por um fio.

Esse fio me conduz por extremos, em que tanto remo sem sair do lugar. E nesse mar, permaneço intacto na falta de impacto de se permitir amar.

O amar é tato, frágil e fato. É fato, fui ágil no tato e frágil no ato. 
Tudo pelo medo que me concedo em me privar de uma nova forma de amar.

E pode acreditar que eu sei, pois já me doei. O medo de se entregar cansa. Só não cansa mais que a falta de esperança.

- Amanda Trevisani

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